RECEIO-ME
Receio-me
de não entender a voz do vento
de não conseguir agarrar o sol
de estar desapontado com a lua
da água não perceber o lamento
de não ouvir o falar do caracol
de não ter coragem de sair à rua
receio-me.
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Receios infundados, os dele. Que o vento, o sol, a água e o caracol, decidiram homenageá-lo afirmando a uma voz, que pessoa mais corajosa que ele ainda estaria para nascer. E a prova estava ali, à vista de todos, pois até saiu à rua. Num carro funerário que o levou para o Cemitério dos Prazeres.
Alberto Oliveira
Aqui e abaixo, a tua (i)Legível ironia ao olhar as coisas comuns! Abç
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